Receber um diagnóstico de câncer de próstata ou de tumor renal é, para a maioria dos homens, um momento de intensa confusão. O nome “cirurgia robótica” aparece rapidamente — às vezes em uma busca no Google, às vezes já na primeira consulta. E junto com ele surgem dúvidas que poucos pacientes sabem como formular.
A decisão cirúrgica é uma das mais importantes da vida de uma pessoa. E a qualidade dessa decisão depende, em grande parte, das perguntas que o paciente faz — e de quem está do outro lado respondendo.
Este artigo reúne as principais questões que todo paciente deveria levar à consulta antes de optar pela cirurgia robótica de próstata ou de rins, com base na experiência clínica do Dr. Daniel Melecchi, urologista oncológico e cirurgião robótico credenciado no Hospital Moinhos de Vento e no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre.
Por que a cirurgia robótica se tornou o padrão-ouro no tratamento do câncer urológico?
Antes de ir às perguntas, um contexto importante: a cirurgia robótica não é uma moda passageira. Nos últimos 15 anos, tornou-se o padrão de referência internacional para a prostatectomia radical (retirada da próstata) e para a nefrectomia parcial robótica (retirada de tumores no rim preservando o órgão).
O motivo é simples: em mãos experientes, ela oferece visão tridimensional ampliada, movimentos com precisão submilimétrica, menos sangramento, menor risco de complicações e recuperação mais rápida do que a cirurgia aberta convencional. Para o câncer de próstata, significa ainda maior chance de preservar a continência urinária e a função erétil. Para o rim, significa maior probabilidade de remover apenas o tumor — e não o órgão inteiro.
Mas há um detalhe que muda tudo: o robô não opera sozinho. Quem opera é o cirurgião. E a curva de aprendizado nesse tipo de procedimento é longa.
As 9 perguntas essenciais para fazer ao seu cirurgião robótico
1. Quantas cirurgias robóticas de próstata (ou de rim) você já realizou?
Esta é a pergunta mais importante — e a que muitos pacientes evitam por timidez ou por receio de parecer desconfiados.
Volume cirúrgico é um preditor direto de resultado. A literatura médica é clara: cirurgiões que realizam menos de 50 prostatectomias robóticas por ano têm taxas de complicação significativamente maiores do que aqueles com alto volume. Para tumores renais, o mesmo vale para a nefrectomia parcial robótica, um procedimento tecnicamente mais complexo.
Pergunte sem hesitar. Um cirurgião experiente não se ofende com a pergunta — pelo contrário, vai respondê-la com orgulho e com dados.
2. Você opera com sistema Da Vinci? Em qual geração?
O sistema Da Vinci é o mais utilizado no Brasil e no mundo para cirurgias urológicas robóticas. Ele existe em diferentes versões (Si, Xi, SP), e a geração do equipamento influencia diretamente as possibilidades técnicas durante o procedimento, especialmente em casos de tumores de rim em posição anatômica desfavorável. Verificar em qual hospital o procedimento será realizado e se o equipamento disponível é adequado para o seu caso específico é um direito do paciente.
3. No meu caso específico, a cirurgia robótica é realmente a melhor opção?
Nem todo tumor de próstata exige cirurgia imediata. Nem todo tumor renal precisa ser removido com urgência. Há casos em que a vigilância ativa, a radioterapia ou a ablação por radiofrequência são alternativas igualmente eficazes ou até mais indicadas.
Um especialista em uro-oncologia deve ser capaz de apresentar todas as opções disponíveis para o seu caso — inclusive as não cirúrgicas — com honestidade sobre os prós e contras de cada uma.
4. Qual é o risco de incontinência urinária após a prostatectomia robótica?
Para homens que vão retirar a próstata, essa é uma das preocupações mais legítimas. A incontinência urinária é um efeito colateral possível da prostatectomia radical, mas sua incidência varia enormemente conforme a técnica cirúrgica utilizada e a habilidade do cirurgião.
Cirurgiões com alta casuística e domínio de técnicas de preservação dos tecidos de suporte pélvico conseguem taxas de continência superiores a 90% em 12 meses. Pergunte quais são os números do seu médico.
5. Será possível preservar os feixes nervosos responsáveis pela ereção?
A preservação dos feixes neurovasculares durante a prostatectomia é tecnicamente desafiadora e nem sempre possível — depende da localização e do estadiamento do tumor. Mas deve ser um objetivo explícito do cirurgião quando oncologicamente seguro.
A cirurgia robótica, pela precisão que oferece, aumenta significativamente a chance de sucesso dessa preservação. Pergunte se o seu caso permite esse tipo de abordagem e qual a expectativa de recuperação da função sexual.
6. No caso de tumor renal, é possível preservar o rim (nefrectomia parcial)?
Quando o tumor renal está em estágio inicial e tem até 7 cm, a cirurgia padrão recomendada internacionalmente é a nefrectomia parcial — ou seja, a retirada apenas do tumor, com preservação do rim. Isso reduz o risco de insuficiência renal no longo prazo e melhora a qualidade de vida.
Nem todo cirurgião tem habilidade técnica para realizar uma nefrectomia parcial robótica em tumores de localização complexa. Pergunte diretamente se o seu cirurgião tem experiência com essa abordagem e qual a taxa de conversão para nefrectomia total (retirada completa do rim) nos casos dele.
7. Quais são os riscos específicos do meu caso?
Cada paciente é único. Cirurgias anteriores no abdômen, obesidade, tumores de maior volume ou em posição anatômica desfavorável aumentam o grau de dificuldade e os riscos do procedimento. Um bom cirurgião robótico vai discutir abertamente os fatores que tornam o seu caso mais ou menos desafiador.
Desconfie de quem minimiza riscos ou promete resultados sem considerar as particularidades do seu caso.
8. Em qual hospital o procedimento será realizado e qual é a infraestrutura disponível?
Cirurgia robótica exige não apenas um cirurgião competente, mas uma equipe multidisciplinar — anestesiologista experiente em robótica, scrub nurse treinado, UTI disponível se necessário e suporte oncológico integrado.
Em Porto Alegre, centros de referência como o Hospital Moinhos de Vento e o Grupo Hospitalar Conceição oferecem essa infraestrutura completa. Saber onde você vai operar — e qual é a estrutura disponível — é parte essencial da tomada de decisão.
9. Como será o acompanhamento depois da cirurgia?
O tratamento não termina na sala de cirurgia. O acompanhamento pós-operatório é fundamental para monitorar a recuperação funcional (continência, função sexual), avaliar os resultados anatomopatológicos e definir se há necessidade de tratamentos complementares. Pergunte com que frequência serão as consultas de retorno, quais exames serão solicitados e qual é o protocolo adotado para detecção precoce de recidiva.
O que diferencia um urologista de um uro-oncologista cirurgião robótico?
Nem todo urologista é um uro-oncologista. E nem todo urologista oncológico tem treinamento avançado em cirurgia robótica.
O Dr. Daniel Melecchi é especialista em urologia oncológica com fellowship em cirurgia robótica realizado na University of Southern California (USC), nos Estados Unidos — um dos centros de maior referência mundial nessa área. É mestre e doutor (PhD) em cirurgia pela UFRGS, com dissertação focada em biomarcadores do câncer de próstata, e atua como proctor em cirurgia robótica, ou seja, um dos profissionais habilitados a treinar outros cirurgiões no uso do sistema Da Vinci.
É Chefe do Serviço de Urologia do Grupo Hospitalar Conceição (GHC) — onde liderou a realização da primeira cirurgia robótica em um hospital 100% SUS no Rio Grande do Sul — e cirurgião robótico no Centro de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.
Essa combinação — alta casuística, formação internacional, pesquisa ativa e atuação em centros de excelência — é o que faz a diferença quando os riscos são altos e os resultados precisam ser os melhores possíveis.
Pronto para conversar com o Especialista?
Se você ou alguém próximo recebeu diagnóstico de câncer de próstata ou tumor renal e quer entender com clareza quais são as melhores opções de tratamento, agende uma consulta com o Dr. Daniel Melecchi.
Consultório em Porto Alegre: Rua Antônio Carlos Berta, 475, sala 1002 – Edifício FK
Centro de Oncologia do Hospital Moinhos de Vento: R. Tiradentes, 333 – Independência
WhatsApp (consultas): (51) 99744-6995
WhatsApp (orçamentos e cirurgias): (51) 99840-7774
Dr. Daniel Melecchi Freitas — CREMERS 25.378 | Urologia Minimamente Invasiva, Robótica e Oncológica

